Alimentos gostosos, coloridos e bonitos normalmente são saudáveis.

Já pensou nisso?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Por que fazemos determinadas escolhas alimentares, mesmo sabendo que não são as mais saudáveis?

Pessoal, quero compartilhar com vocês esse texto que escrevi para o site da minha amiga Kilza Koch (dicasdenutricao)


Tenho a mais completa certeza que esse é um questionamento que não só tem inquietado a mim, como também a todos que, de alguma forma, cuidam, orientam ou preparam a alimentação de alguém.


Então estou escrevendo para colegas nutricionistas, para aquela mãe ou pai que vê os filhos comendo de forma inadequada, para aquela esposa ou esposo que vê o companheiro (a) “escapulindo” da dieta e para a cozinheira que se esmera em preparar uma refeição saudável e vê os patrões comendo o pacote inteiro de salgadinho na frente da televisão!


Tenho certeza que essas cenas não são incomuns para todos nós.
Acho importante pensarmos, inicialmente, em três aspectos:


• Hábitos alimentares;
• Preferências alimentares;
• Escolhas alimentares.


Os hábitos alimentares são formados desde o momento do nosso nascimento.


Será que ocorre antes disso quando ainda estamos na barriga da nossa mãe?


Será que o que ela come irá, de alguma forma, influenciar nos nossos hábitos e preferências alimentares, que por sua vez influirão nas nossas escolhas alimentares futuras? Esse é um tema que quero estudar.


É a nossa família que primeiro nos apresenta os alimentos e preparações, por isso não focarei só na figura da mãe. Daí a responsabilidade também do pai, avôs, avós, tios e irmãos. Perceba que a coisa não é fácil.


Já vemos o bebê preferindo os alimentos doces aos salgados ou ao contrário.


Preferindo uma fruta à outra, um legume ao outro. E nessa fase é necessário cuidado para não instituir a dieta do chinelo ou da ameaça, que de nada adianta e é até bem pior. Aqui começam as nossas preferências alimentares.


Depois a criança vai para a escola e entra em contato com outros alimentos.


Quem nunca trocou de lanche com o amiguinho, levanta a mão? Quem nunca fez cara feia para a merenda servida pela escola? Quem nunca se esbaldou na cantina da escola (pastel, coxinha, bauruzinho, pão de queijo, cachorro quente, pipoca doce, refrigerante...) com a mesada? Agora temos opções mais saudáveis nas cantinas das escolas, pelo menos em algumas?! As escolas procuram ensinar conceitos básicos de alimentação e nutrição em sala de aula. As crianças aprendem a como se alimentar de forma correta e saudável. Vão para casa e começam a mostrar para a família como é uma alimentação saudável, e às vezes
a da casa dela não está muito correta. De tanto falar as crianças conseguem melhorar a alimentação em casa. Por isso eu penso que as crianças são aliadas dos nutricionistas. Penso também que é melhor ensinar a criança do que reeducar ao adulto.


Depois vem a adolescência e é importante fazer parte do grupo e a identificação é o que grupo come e o que curte comer! Nessa fase, muitas vezes, os hábitos e as escolhas alimentares que o jovem vinha mantendo é colocada em cheque.


Vamos para a “facul” que é quase o mesmo “lance” da cantina da escola.
Conforme o curso vai avançando vem a correria de conciliar os estudos, alguns trabalham também, e a questão da falta de tempo e de dinheiro, pode afetar as nossas escolhas alimentares.


Depois do diploma vem o desafio de conseguir um trabalho. Conseguido isso (a correria continua não se esqueça disso!), vem o curso de especialização.


Para a mulher a situação é mais emocionante ainda: cuida da casa, dos filhos e do marido, dela, muitas trabalham fora... Com tudo isso tem que ser mulher maravilha! Um dos cuidados é com a alimentação, não é mesmo? Muito bem. Dá para ela fazer isso tudo sozinha?


A resposta é não!


Por isso, cada um de nós precisa assumir a responsabilidade pelo seu hábito alimentar, pela sua preferência alimentar e pelas suas escolhas alimentares.


A escolha alimentar pode ser:


- pelo que eu gosto de comer, sendo ou não saudável;
- pelo que eu sei que preciso comer, gostando ou não;
- pelo que eu posso comprar, sendo ou não o adequado, gostando eu ou não.


A essa altura do campeonato já estou confusa! Imagino que vocês também!


Por todas essas questões que eu acho que fazemos determinadas escolhas alimentares, mesmo sabendo que não são as mais saudáveis.


E agora, o que fazer?


A primeira coisa é não se desesperar e nem entregar a toalha.


A segunda coisa é saber que fazemos escolhas alimentares, saudáveis ou não, ao longo da vida.


A terceira coisa é buscar o equilíbrio, o meio termo com relação à alimentação, como devemos fazer com todas as decisões que tomamos durante a vida. Acho que seria o meio termo entre seguir uma alimentação super rígida e a que libera tudo e em qualquer quantidade. É ser um pouco santa e um pouco devassa!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sobrepeso e Obesidade - Atendimento Multiprofissional. CONHEÇA!

A Medicina, como qualquer ciência, é cheia de enigmas.
A Tecnologia nos trouxe muita compreensão dos processos e formas de intervir nas doenças e a Medicina tradicional Alopática coleciona sucessos em muitos campos.
Fracassa redondamente em uma série de outras, como no controle do Sobrepeso e na Obesidade.
Aqui em nossa clínica estamos contando já há algum tempo com uma Nutricionista na equipe. Sempre que alguém é encaminhado(a) a ela, vê-se a expressão de desalento em seu rosto, pois já tentou vários e exaustivos regimes, terminando, muitas vezes, com a recuperação do peso perdido, as vezes até mais.
Triste notar quando a pessoa incorpora o senso comum que a qualifica negativamente ao ter esse distúrbio: "Eu não tenho força de vontade", "Eu sei o que preciso fazer, a hora em que eu estiver pronta, vou fazer", “Eu não como tanto assim”, ou, como um gordinho famoso falou: "O problema é a minha Tireóide".
Enfim, estar gordinho é aquela situação onde falta tudo que é bom: falta vontade, disciplina, auto-estima, vergonha de estar assim e sobra tudo de ruim, a saber, vontade de se destruir, descaso com a aparência, com a saúde.
Enfim, decididamente, estar gordinho é ser “do mal”.
Se tudo deu certo, OK, se não a culpa é sua. Pois, certamente, você é incapaz de saber e decidir o que é melhor para você e as propostas do profissional nem sempre se adequam a vida que você leva.
Por isso, fazemos reuniões habitualmente para conjugar o trabalho da Nutrição, da Psicologia e da Psiquiatria. E o enigma é encontrar uma forma de propor as pessoas o aumento de sua consciência alimentar, a modificação gradativa dos padrões alimentares de forma não impositiva, transformando o emagrecimento em paixão, e não tortura.
Será que conseguiremos? Os resultados iniciais são bons.
Para isso a nossa proposta é de atendimento personalizado, ou seja, aconselhamento nutricional a ser desenvolvido semanalmente para acompanhar nosso paciente, afinal perder peso é uma mudança muito mais profunda do que parece.
Mudar não é certamente apenas uma questão da vontade, mas também a capacidade de encontrar novas formas de se exercitar na vida e mais do que isso, procurar novas oportunidades.
Por isso, um acompanhamento semanal.
Não esperamos que você pegue a sua dieta, pendure na geladeira e se vire sozinho; estamos propondo acompanhar e discutir suas dificuldades e, claro, festejar as mudanças!

Nosso grupo é composto por:
Adriana Lucia van Erven Avila – Nutricionista
Marco Antonio Spinelli - Médico
Thereza Christina van Erven Avila – Psicóloga

Nossa clínica está na rua Morishigue Akagui 166
Jardim Guedala (paralela a rua Três Irmãos)
Telefax: (11) 3726-8478

terça-feira, 22 de março de 2011

Notícias do Ministério da Saúde do Brasil!!!!

Celebridades apoiam programa do Ministério da Saúde de combate ao câncer de mama e de colo do útero.
Doze celebridades femininas participarão nesta terça-feira (22) em Manaus, do anúncio de uma série de ações que visam dar assistência integral às mulheres no combate ao câncer, feito pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A cerimônia de lançamento das ações de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer contará com a participação voluntária da apresentadora Hebe Camargo; das cantoras Daniela Mercury, Maria Rita e Fafá de Belém; das atrizes Cássia Kiss, Rosi Campos, Tânia Alves, Zezé Motta e Elisa Lucinda; da ex-jogadora de basquete, Hortência; da atleta paraolímpica, Terezinha Guilhermina e da atletista Maurren Maggi.
As ações vão desde a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, focando os dois cânceres que mais atingem à população feminina: o de mama e de colo de útero. O programa receberá o investimento de R$ 4,5 bilhões, inseridos na Política Nacional de Atenção Oncológica, aplicados, até 2014.
Dentre as principais ações do Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo do Útero, o Governo Federal vai garantir o acesso ao exame preventivo e com qualidade às brasileiras com idade entre 25 e 59 anos de idade – população-alvo do programa. O objetivo é que, após a realização de dois exames anuais consecutivos com resultado negativo para o câncer, as brasileiras passem a fazer o exame preventivo a cada três anos. Já para o Câncer de Mama, o objetivo é ampliar o acesso aos exames de prevenção do câncer de mama. Quando detectado precocemente, este tipo de câncer apresenta elevada possibilidade de cura.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Como o nutricionista pode ajudar as pessoas a terem uma alimentação mais saudável ?

Acho que nunca se falou tanto sobre alimentação saudável como agora. Tem sempre alguma materia nos jornais, nas revistas e nos programas de TV. Mas, vem aquela pergunta que não cala para todos nós nutricionistas. Por que vemos cada vez mais pessoas com excesso de peso, com diabetes, pressão alta e/ou colesterol elevado? Estamos errando ou deixando de fazer alguma coisa?
Sabemos que trabalhar com a alimentação é muito mais do que querer suprir o organismo das pessoas com minerais, vitaminas, proteínas, gorduras, carboidratos, fibras e água.
Também é trabalhar com os hábitos, atitudes e escolhas alimentares que os nossos pacientes, e nós mesmos, fazemos diariamente.
Sinto que precisamos transmitir os conhecimentos de nutrição,adquiridos ao longo do tempo, mas temos que ouvir mais os pacientes do que falar todo o tempo.
Temos que ensinar as pessoas a tirarem o máximo proveito possível que uma alimentação completa, gostosa, colorida, saborosa e nutritiva possa dar a ela e a sua família.
Assim, quando estamos no nosso consultório devemos:
• Conhecer como é a vida do paciente, o seu dia a dia: Quem é a pessoa que está na nossa frente;
• Quais as experiências que ela teve com alimentação: boas e más;
• Como é a alimentação dela e como ela gostaria que fosse;
• Quais as refeições, alimentos e suas quantidades, que fazem parte do hábito alimentar dela.
Depois que tiramos essa “foto” vamos revelar à pessoa, que nos procurou para ser ajudada e que vai nos ajudar também, como está a situação alimentar dela. Primeiro vamos elogiar o que ela faz de certo (Quem não gosta de ser elogiado?). Depois vamos pontuar o que pode ser melhorado para que ela tenha mais benefícios à sua saúde. Devemos trabalhar com a ideia do que ela vai ganhar em termos de saúde, bem estar e mais auto estima (Quem não gosta de se sentir mais leve, mais bonita, de receber elogios inclusive dela mesma?).
Para ajudar a pessoa a organizar melhor a alimentação dela e da família podemos trabalhar com cardápios, receitas, oficinas de nutrição, treinamento do responsável pelo preparo da alimentação, acompanhar durante as compras de gêneros. Enfim, vejam a riqueza de recursos que nós nutricionistas temos para ajudar as pessoas.
Temos que dar instrumentos para que a pessoa adquira a competência para gerenciar a sua própria alimentação, pois a pessoa não faz dieta para a nutricionista e sim para ela mesma. Ela é o elemento principal dessa peça!
Eu continuo usando a palavra dieta com tranquilidade, mas há quem prefira reeducação alimentar. Não importa o nome que se dê, o fundamental é que trabalhemos junto com a pessoa que nos procura. O nutricionista deverá montar uma dieta para a pessoa e não para ele próprio.
Vamos respeitar as crenças, os pensamentos e os sentimentos que as pessoas trazem com elas, pois tudo isso refletirá nas atitudes e em como elas se relacionam com os alimentos.
Enfim, continuemos o nosso trabalho missionário!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Água Água Água

Estou de volta!
Hoje vou escrever sobre hidratação.
Nessa época de tanto calor não podem faltar líquidos.
Á água é importante para a hidratação do corpo, para o funcionamento correto dos rins e do intestino (para que não fique preso).
Podemos ingerir os líquidos por meio da água, sucos naturais, chás gelados ou água de coco, por exemplo. Algumas frutas também são ricas em água como a melancia, melão, abacaxi, uva, morango, kiwi, laranja, tangerina, entre outros.
Se você tiver dificuldade em tomar água pura pode colocar umas folhas de hortelã que fica muito bom!
É isso aí!
Bom verão para todos.
Abraço.
Adriana

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Alimentação saudável também ajuda a evitar o estresse e a fadiga mental

Vamos cuidar da nossa alimentação diariamente para que em 2011 tenhamos mais equilíbrio, menos estresse e menos fadiga mental. E a memória também precisamos cuidar dela!
Toda pessoa que se alimenta de forma insuficiente fica com menos resistência Às doenças, menos pique para as atividades do dia a dia e mais irritada.

Alguns minerais e vitaminas vão nos ajudar. Vejam só!

Selênio: encontrado na castanha do Brasil (do Pará): 2 unidades/dia, mas também nos no trigo

Cromo: óleo de milho, levedo de cerveja e cereais integrais

Vitamina E: gema de ovo, óleos de canola e girassol, germen de trigo, entre outros

Vitamina B12: fígado, algas, peixes, leite e derivados, leguminosas são alguns exemplos

Vitamina B1: cereais, levedo de cerveja, carnes em geral são algumas fontes

Ácido fólico: fígado, folhas verdes bem escuras, feijão, germen de trigo, levedo de cerveja

Colina: gema de ovo, espinafre, levedo de cerveja, soja e nozes

Ômega 3: peixes (sardinha, salmão, namorado, truta, arenque, linguado) e a semente de linhaça triturada

Até a próxima.
Abraços.
Adriana

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Viva 2011!!! Vamos começar um ano com muita força, pique, pensamentos positivos e muitaaaaaaaaaaaa saúde!!!

O primeiro post do ano é sobre a Lichia, que escrevi para o site da minha amiga e colega de profissão Kilza. Lá vai!

Lichia

A lichia (Litchi chinensis Sonn), conhecida como o morango chinês, pertence à família Sapindaceae. A lichieira pode atingir de 15 a 20 metros de altura. O fruto, se encontra em cacho, tem forma e tamanho variáveis, podendo ser redondo, oval ou cordiforme, atingindo até 5 cm de comprimento por 4 cm de largura e o peso pode variar de 10 a 35 g por unidade. A casca é vermelho-brilhante quando o fruto está maduro, e tem aspecto rugoso. A polpa é gelatinosa, branca, translúcida e facilmente se destaca do caroço. A semente é marrom-brilhante, com tamanho aproximado de 10 a 18% do fruto.
Existem três subespécies de lichia: a chinensis, phillippenis e javanensis, entretanto somente a Litchi chinensis chinensis é de interesse econômico e, na qual, distinguem-se duas grandes raças: Lichia da água e a da montanha.
A lichia é originária da China e há séculos vem sendo cultivada. Posteriormente, foi levada para a Índia e outras regiões e atualmente, os maiores produtores são China, Tailândia, Índia, Estados Unidos (Flórida e Havaí) e Nepal. O primeiro local de cultivo desse fruto no Brasil foi na fazenda São José, Avaí, interior do Estado de São Paulo. Também é cultivada nos estados de Minas Gerais e Paraná.
A lichia pode ser consumida ao natural ou utilizada no preparo de sucos, doces ou compotas. Na Flórida (EUA) e na China é produzido o mel da lichia.
A lichia, tem baixo valor calórico, é fonte das vitamina C e do complexo B e dos minerais cálcio e potássio, além de conter bastante quantidade de água. Abaixo, encontra-se os valores nutricionais da lichia.


Porção de 100g (aproximadamente 10 unidades sem casca e sem caroço)
Valor energético: 66 kcal
Carboidratos: 16,53 g
Proteínas: 0,83g
Gorduras: 0,44 g
Fibras: 1,3g
Cálcio: 5 mg
Fósforo: 31 mg
Ferro: 0,31 mg
Potássio: 171 mg
Vitamina C: 71,5 mg
Tiamina: 0,01 mg
Riboflavina: 0,065 mg
Niacina: 0,6 mg
Fonte: USDA.

Atribui-se à lichia as funções antioxidante e de fortalecimento do sistema imunológico.
A lichia tem se tornado uma fruta presente no período natalino no nosso país.